domingo, 8 de dezembro de 2013

Lá no Brasil invisível (pra mídia brasileira)

Uma matéria jornalistica dessa envergadura é TÃO difícil encontramos na mídia brasileira (até o repórter ficou admirado) que resolvi reativar meu blog e postá-la para que, quando for preciso, eu possa mostrar para algum incauto, desprevenido de conhecimento! Apesar de o missivista da FOLHA ter publicado apenas algumas ações que o atual governo está realizando nos ricões desse nosso imenso Brasil, já foi um grande passo! 

Será que a oposição vai convocar o jornalista pra depor no Congresso?



VINICIUS TORRES FREIRE

Lá no Brasil invisível

Programas de Dilma ampliam oferta de educação, saúde, casa e dão crédito a milhões no Brasil profundo

EM UMA VIAGEM pelo interior mais pobrezinho do Nordeste, este jornalista deu com uma cena que então parecia meio exótica. Crianças alimentadas, numa barulheira alegre, lotavam um ônibus escolar amarelo como aqueles de filme americano, mas estalando de novo.

De onde saíra aquilo? Na lataria, estava escrito: "Programa Caminho da Escola "" Governo Federal". O jornalista confessa com vergonha que até este ano jamais ouvira falar do "Caminho da Escola". Além do mais, tende a desconfiar de que alguns desses programas com nomes marqueteiros sejam ficções, que existam apenas naquelas cerimônias cafonas de anúncios oficiais.

O "Caminho da Escola", porém, financiou quase 26 mil ônibus desde 2009, em mais de 4.700 cidades. Digamos que os ônibus carreguem 40 crianças cada um (deve ser mais). Dá mais de 1 milhão de crianças. Conhecendo a falta de dinheiro e as distâncias das escolas nos fundões do país, isso faz uma diferença enorme.

Daqui do centro rico de São Paulo, o Brasil, esse país longínquo, e muitas ações do governo parecem invisíveis. Quase ninguém "daqui" dá muita bola para programas populares dos governos do PT até que o povo miúdo apareça satisfeito em pesquisas eleitorais.

Juntos, tais programas afetam a vida de dezenas de milhões de pessoas, tanto faz a qualidade dessas políticas, umas melhores, outras nem tanto, embora nenhuma delas seja nem de longe tão ruim quanto a política econômica.

Quem "daqui" conhece o Programa Crescer (Programa Nacional de Microcrédito)? Existia desde 2005, foi reformado por Dilma Rousseff em 2011, quando passou a contar com crédito direcionado e juro baixo, ora negativo (5%, abaixo da inflação).

O Crescer já financiou o negociozinho de 3,5 milhões de pessoas, um terço delas recipientes de Bolsa Família. Tem uma versão rural, mais antiga, mas vitaminada nos governos do PT, o Pronaf, que ofereceu crédito a juro real ainda mais baixo a 2,2 milhões de agricultores pequenos na safra 2012/13.

O Pronatec já é mais falado, mas pouco conhecido (até mesmo pelo governo, que só agora começou a fazer uma avaliação de resultados). Irmão mais novo e em geral grátis do universitário Prouni, trata-se de um conjunto variadíssimo de ações que procura oferecer cursos profissionalizantes e técnicos (ensino médio).

Desde sua criação, foram mais de 5 milhões de matrículas (há evidências esparsas de grande evasão, de uns 20%, mas ainda falta estatística séria). A maioria das vagas é reservada para os mais deserdados dos brasileiros.

Reportagem desta Folha mostrou que os 13 mil médicos do Mais Médicos devem estar ao alcance de cerca de 46 milhões de pessoas no ano que vem. Não é uma política ampla de saúde, está claro. Mas, outra vez, vai resolver muito problema de muita gente deserdada desta terra.

O Minha Casa, Minha Vida já entregou 1,32 milhão de casas; tem mais 1,6 milhão contratadas. Beneficia 4,6 milhões de pessoas.

Junte-se a isso tudo as já manjadas transferências sociais, em dinheiro, crescentes em valor e cobertura. É muita gente "de lá" beneficiada. Goste-se ou não do conjunto da obra, o efeito social e político é enorme.

A gente "daqui" precisa visitar mais o Brasil.

A matéria original pode ser lida AQUI

quinta-feira, 14 de março de 2013

Antes que retirem essa matéria do ar.

Antes que essa matéria seja retirada do ar, transcrevo ela integralmente como foi postada na Internet pela Revista Veja! Caso ela ainda esteja no ar (as eleições estão chegando e o Aébrio está falando muito na Petrobras) você poderá ler aqui seu original.

Sinta o regozijo de Veja ao dar esta informação:

A fera domada 

 Como o governo finalmente assumiu o controle da Petrobras 

 Sob o comando de Joel Rennó (à dir.), a Petrobras faturava 26 bilhões de dólares anuais e tinha um lucro operacional minúsculo, de 11 milhões de dólares. Com o novo presidente, Henri Reichstul (à esq.), o governo vai desfazer-se de 34% das ações. Poderá vender algumas refinarias. A Petrobras, que é a maior empresa do país, passará a ser administrada como empresa privada. 

Foram precisos quatro anos, dois meses e 24 dias para o presidente Fernando Henrique assumir o comando de uma expressiva parcela de seu reinado: a maior empresa brasileira, a Petrobras. Desde o início do primeiro mandato, FHC discute com os assessores a necessidade da troca de comando na estatal do petróleo, que eliminaria resistências e possibilitaria ao governo interferir no destino da companhia. Em pelo menos duas ocasiões seu movimento foi barrado por pressões corporativistas poderosas. A novela viveu os últimos capítulos na semana passada. O engenheiro Joel Rennó, que ocupou a presidência da Petrobras por seis anos, comportando-se, de maneira geral, como se o governo não fosse o principal acionista da companhia, deixou o cargo. Assumiu o posto o economista Henri Philippe Reichstul, secretário-geral do Ministério do Planejamento à época de João Sayad, no governo do presidente José Sarney. Com a troca de comando, a Petrobras, 15ª do mundo no setor petrolífero, inicia um processo de transformação: despe o uniforme estatal e ensaia os primeiros passos com o leve traje das companhias privadas.

A tarefa não poderia ser levada adiante pela antiga equipe. Historicamente, a Petrobras forma um corpo coeso que resiste à perspectiva de privatização. A nova gestão elegeu como meta principal a "descontaminação" da empresa. Todos os diretores serão substituídos no período máximo de três meses. Orlando Galvão, diretor financeiro e depositário da caixa-preta da companhia, é a exceção. Como o governo tem pressa em conhecer as entranhas da estatal, abrir as contas e os negócios, ele será detonado de imediato. "Desmontar a trama de interesses consolidada no decorrer de seis anos é tarefa para gigante", diz Luís Octávio da Motta Veiga, ex-presidente da estatal.

Além dessa faxina, a extinção do velho conselho de administração e a pulverização do capital da empresa são as maiores modificações em curso. Com nove membros, dos quais sete diretores têm mandato vencido desde o ano passado, o velho conselho não passava de um arranjo em que diretores prestavam contas a si mesmos e se autogovernavam. O novo conselho tem mais força na hierarquia e é composto de nomes que acrescentariam qualidade profissional e experiência a qualquer empresa privada brasileira. Com um pouco de boa vontade, pode-se dizer que o governo colocou em curso uma privatização "branca" na Petrobras. Ele controlará a empresa com a maioria de 50% das ações mais uma. Vai desfazer-se de outros 34% das ações que possui. Algumas das onze refinarias serão vendidas. "A privatização pára aí", garante David Zylbersztajn, diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, órgão controlador do setor. "Não faz sentido tirar um monopólio do setor estatal e passá-lo ao setor privado."

A Petrobras fatura 26 bilhões de dólares por ano. Controla subsidiárias como a BR Distribuidora e a Petroquisa (com participação nos pólos petroquímicos). Está associada a multinacionais, domina o gasoduto Brasil–Bolívia, o transporte de petróleo e a distribuição de gás nos Estados, exceto em São Paulo. Segundo estimativas da Agência Nacional de Petróleo, deverá atrair 60 bilhões de dólares em investimentos nos próximos vinte anos. A batalha pelo controle desse império não foi fácil. Joel Rennó só jogou a toalha ao constatar que não teria nenhuma chance de sobreviver. Nas últimas semanas, o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, só se comunicava com ele por fax e, em Brasília, chamou sua atenção numa reunião com técnicos da empresa. Suas amarras políticas se esgarçavam. A principal delas, o senador Antonio Carlos Magalhães, enquanto Rennó caía, batalhava para fazer o sucessor.


Um integrante da comitiva do presidente Fernando Henrique na inauguração da Hidrelétrica de Porto Primavera viu ACM segurar David Zylbersztajn e perguntar: "Você não quer atravessar a rua?" "Mesmo que quisesse, senador, estou impedido legalmente", respondeu Zylbersztajn. ACM fazia alusão aos edifícios da Agência Nacional de Petróleo e da Petrobras, no Rio, separados por uma ruela. No avião de regresso a Brasília, ACM confidenciou ao ministro Tourinho: "Se ele topar assumir a Petrobras, a gente dá um jeito para uma interpretação legal favorável".


Henri Philippe Reichstul acabou sendo escolhido sem interferência de Antonio Carlos Magalhães. Fernando Henrique Cardoso convidou-o depois de colher boas informações a seu respeito, vindas de técnicos do governo. Além de administrador bem-sucedido na iniciativa privada, o economista tem experiência de governo justamente na área de controle de empresas estatais. Seu trabalho na Petrobras não vai ser fácil. O balanço da companhia é um desastre. O lucro operacional no ano passado foi de apenas 11 milhões de dólares, excluindo as subsidiárias. A Petrobras levou meio século para perfurar o mesmo número de poços que o Canadá perfura em um ano. Nesse panorama, só se pode visualizar um cenário lucrativo lá pelo ano 2005", diz a analista de investimentos Márcia Regina Meirinho, da Lopes Filho, uma consultoria do Rio de Janeiro.

domingo, 10 de março de 2013

E agora Veja?

Matéria o Jornal (quem diria) O Estado de São Paulo. Link no final.


Em Washington, pobres viviam com ajuda da Venezuela

"A seis quilômetros da Casa Branca, um antigo casarão de Washington funciona como abrigo para pessoas pobres sem receber nenhum centavo do governo americano. Administrado pela Dorothy Day Catholic Worker (DDCW), organização afinada com a esquerda e a Teologia da Libertação, ele se manteve aberto nos últimos seis anos graças a doações de Caracas.

Lá, o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez é aclamado como "uma luz brilhante para os pobres". Fosse para tripudiar, provocar ou constranger o governo dos EUA, Chávez beneficiou mais de 1,7 milhão de americanos pobres com a distribuição gratuita de petróleo para aquecimento nos últimos oito anos. O bairro do Bronx, em Nova York, foi um dos locais beneficiados, assim como o casarão de Washington.

"Chávez trabalhou pelo povo ignorado e explorado por muito tempo. Damos as boas-vindas à generosidade do povo venezuelano e somos muito gratos", afirmou ao Estado Kathy Boylan, responsável pela DDCW.

Aquecimento. Pelos 13 quartos do casarão, passaram salvadorenhos e guatemaltecos, nos anos 80, assim como americanos atingidos pelas crises econômicas e por famílias desfeitas. Atualmente, cinco mulheres, duas das quais de origem etíope, estão ali com suas nove crianças. A contrapartida exigida pela DDCW é a obrigação de estudar ou de trabalhar.

Desde 2006, o aquecimento da casa no inverno é garantido total ou parcialmente pela refinaria Citgo, da estatal PDVSA. A doação é intermediada pela Citizens Energy Corporation (CEC), organização fundada e dirigida pelo ex-deputado Joe Patrick Kennedy, filho do ex-senador Robert e sobrinho do ex-presidente John F. Kennedy. A CEC distribuiu nos EUA mais de 700 bilhões de litros de petróleo da Citgo.

A CCDW recebeu, nos últimos seis anos, um total de 35 mil litros de petróleo. O insumo para aquecimento interno custaria US$ 27,6 mil, caro demais para um lugar que vive de doações individuais em dinheiro e em alimentos. Por isso, Kathy releva as críticas do governo americano ao regime bolivariano.

"Sabemos dos crimes cometidos pelos EUA em países como Argentina, Chile e do apoio do governo americano a regimes autoritários e corruptos", disse Kathy, ao ser questionada sobre o perfil autoritário imposto por Chávez na Venezuela.

"O presidente Chávez se preocupou profundamente com os pobres da Venezuela e de outras nações e com a falta de itens de primeira necessidade para eles, enquanto alguns dos povos mais ricos do nosso planeta têm mais dinheiro do que eles podem gastar."

Ajuda humanitária. Comprada pela PDVSA no final dos anos 80, a refinaria Citgo tornou-se o principal braço da generosidade bolivariana nos EUA. O universo alcançado pela sua ajuda, entretanto, é tímido. Nos EUA, 46,3 milhões de pessoas vivem na pobreza, segundo dados oficiais. Apesar do impacto modesto, nem sempre a generosidade de Caracas foi bem-vinda.

Em 2005, depois da trágica passagem do furacão Katrina pela cidade de New Orleans, Chávez ofereceu US$ 5 milhões em ajuda humanitária e para a reconstrução das áreas destruídas e mais 1 milhão de barris de petróleo.

A Citgo se propôs a doar mais US$ 2 milhões para o socorro das vítimas. O governo de George W. Bush, amplamente criticado por não ter preparado a retirada dos moradores da região e por ter demorado no socorro às vítimas, rejeitou a a ajuda da Venezuela."


terça-feira, 5 de março de 2013

Barbosa "acaba" com a soberba do PIG!


Aconteceu nessa terça-feira, 05/03! Para que fique para a história e não corramos o risco de nunca mais ouvirmos falar desse episódio, estou transcrevendo trechos da matéria da Folha de São Paulo, caso o link seja desativado.

Veja a chamada:

"'Vá chafurdar no lixo', diz presidente do STF a jornalista"

Leia trechos da matéria:

"O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, chamou nesta terça-feira (5) de "palhaço" um repórter do jornal "O Estado de S. Paulo" e recomendou que ele fosse "chafurdar no lixo"."

"Afastado por assessores, Barbosa ainda chamou o repórter de "palhaço" ao entrar em um elevador."

"Em novembro passado, Barbosa já havia criticado um repórter negro como ele que, segundo o presidente do STF, teria replicado estereótipos racistas ao perguntar se ele estava sereno no novo cargo."

Tente ler a matéria completa:

Eu APOIO! - Pela Democratização da Comunicação.


segunda-feira, 4 de março de 2013

Não deu outra: A resposta veio imediata! Foi o Çerra!


A notícia anterior saiu rápido da página do site! kkkkkkkkkkkkkkkk

Veja a outra chamada substituída às pressas: Foi coisa de no máximo 15 minutos!


Aécio nega ser pré-candidato para 2014 e diz que Dilma é quem já está "em campanha aberta"



Leia um trecho:



"O senador Aécio Neves (PSDB-MG) negou estar em campanha à Presidência da República ao chegar ao Fórum Estadual do PSDB de Goiás "Discutindo o futuro de Goiás e do Brasil", nesta segunda-feira (4), em Goiânia. Segundo ele, quem está em campanha aberta é a presidente Dilma Rousseff (PT), "que tem se esquecido dos compromissos com o desenvolvimento do Brasil"."



"Aécio chegou a Goiânia por volta do meio-dia e disse que Goiás é um dos Estados em que o PSDB está mais bem organizado. No início do evento, às 9h, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou que Aécio é o pré-candidato do PSDB à presidência da República."



"Após ser alvo das denúncias da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, Perillo disse que o governo goiano conseguiu superar as vozes da oposição e sacudiu a poeira. "As pessoas continuam a confiar em nosso governo porque sabem que somos capazes de estabelecer compromissos e cumpri-los"."



Agora leia a post anterior nesse Blog e tire suas conclusões. 






Leia a íntegra a matéria:


Ou é coisa do Serra ou MUITA CONFIANÇA em Gurgel!


Chamada do Site Uol Notícias:


Governador de GO anuncia Aécio como pré-candidato do PSDB à Presidência



Isso só pode ser coisa do Serra! Como que os tucanos iriam deixar um Governador do PSDB, encalacrado até os últimos fios de cabelos com Carlinhos Cachoeira, "anunciar" Aébrio Never como candidato? Ou...é muita confiança na PGR de Roberto Gurgel!



Leia um trecho da matéria:



"No discurso, o governador disse que o evento contaria com a presença de "grandes lideranças nacionais" do partido, inclusive do "pré-candidato à Presidência da República, senador Aécio Neves".



Antes de anunciar Aécio com pré-candidato, Perillo afirmou ter falado com o ex-governador de São Paulo José Serra na noite de domingo (3). Serra, segundo o governador, teria pedido desculpas por não poder estar no evento e mandou "um abraço à militância"."



Acesse:



domingo, 3 de março de 2013

O Reconhecimento (quem diria) de Veja ao ex-Presidente Lula.

A revista veja, na edição de 23 de janeiro de 2013, às páginas 10 - "CARTA AO LEITOR" teve que RECONHECER, muito a contragosto, as qualidades do ex-presidente Lula. Veja:


"Essa fronteira não muda mesmo que o ex-presidente tenha sido um dos mais populares da história, seja personagem de prestígio internacional, prodígio no capítulo político e virtuose na leitura da vontade das minorias."



Acredito que quando se deram conta a revista já estava nas bancas.